Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


13 de dezembro de 2016

Rebentar para a vida...

O que procuras?
O que desejas?
Estás à espera de alguma aprovação?
Não sentes o teu valor?
Não percebes a tua missão?
Talvez seja altura de atuares.
Talvez seja altura de saíres dessa tua bolha.
Sai desse isolamento e enfrenta a vida.
Sai desse isolamento e enfrenta as dores de uma vida.
Sai desse isolamento e vive as alegrias de uma vida.
Sai...
Chora e grita se for preciso.
Ri e salta se tiveres energia.
Dá sinais desses ritmos cardíacos que passam pela tua máquina.
Não te faças de morto.
Nem queiras viver como zombie.
Não foste feito para isso.
Não foste feito para viver desse jeito.
Só a felicidade interessa.
Só a felicidade pode dar sentido a este curto tempo que passas aqui.
Vai em busca dela.
Não deixes que ela fuja.
Não deixes que ela passe sem dares conta disso.
Não deixes que ela te deixe sem oportunidades.
É urgente que sejas feliz.
É urgente que te sintas feliz.
Estás a "ouvir-me"?
Sim?
Então que fazes aí especado?
Vai. Sai...
Rebenta de uma vez por todas com todos esses medos.
Rebenta com a bolha antes que rebentes contigo mesmo...
Vai e rebenta para a felicidade.
Vai e rebenta para a vida. 

[Fotografia da autoria de: © Lucky2013]


27 de novembro de 2016

Envolve-te no silêncio

Um silêncio pode transportar-nos para um sem fim de lugares.
Um olhar profundo pode levar-nos ao mais alto de todos os pensamentos.
Quantas vezes conseguimos cair neste profundo estado de introspeção?
Quantas vezes nos dirigimos a nós mesmos?
Não é fácil pararmos para percebermos quem somos e o que fazemos.
Temos um certo receio de entender o nosso eu e o nosso papel no mundo.
Temos um medo desgraçado em olhar para aquilo que realmente nos move.
Preferimos ignorar.
Preferimos fugir.
Preferimos fazer isto ou aquilo achando que aquela mera felicidade instantânea nos dará o complemento para toda a vida..
Optamos por deixar que as coisas passem.
Optamos por selecionar os pensamentos, onde eliminamos aqueles que mais nos perturbam.
Eliminamos aqueles em que mal surge uma palavra nos acelera o coração ou nos arrepia a alma.
O problema de os eliminarmos é que estamos somente a enganarmo-nos.
Pensamos que fazemos uma completa formatação daquilo que nos aparece mentalmente.
Pensamos, de forma irónica, que a vida não dará voltas e que nunca acabaremos por ser postos à prova.
E depois, o que fazemos?
Estudámos bem a lição?
Soubemos reagir da forma que realmente queríamos?
Soubemos usar as palavras que achávamos que iam ser pronunciadas?
É claro que não...
Caímos no fracasso.
Caímos na desilusão.
Caímos uma vez mais na ignorância de não perceber muito bem quem somos, nem para onde vamos.
A vida é um verdadeiro mistério, mas os mistérios vão-se resolvendo.
Não são resolvidos à nossa maneira, nem no nosso tempo, mas vão-se resolvendo.
E a vida só é resolvida quando nos resolvemos.
A vida só é resolvida quando nos envolvemos nela.
E para nos envolvermos nela é preciso que entremos em nós de forma concreta.
Não silenciemos os nossos pensamentos.
Não silenciemos as nossas dúvidas.
Não silenciemos os nossos medos.
Usemos o silêncio para os confrontar.
Usemos o silêncio para chegar ao barulho da resolução.
Usemos o silêncio para chegarmos à verdadeira plenitude.
E tu? Já te deixaste envolver pela vida?

[Fotografia da autoria de: ©Winner01]

20 de outubro de 2016

Contrato de risco

"...a vida é um contrato de risco e não há caminhos sem acidentes."

Eddy Francisco Martins - Amar ou Morrer
Por onde andas? 
Para onde vais? 
O que procuras? 
Existem alturas em que o caminho não tem cor. 
Em que o caminho não convida a continuar. 
Em que o caminho não é certo.
Em que o caminho está cheio de questões.
Prosseguir? 
Esperar? 
Recuar?
Passar à frente? 
Existem fases em que dava jeito substituir as quedas pelas certezas.
Às vezes, calhava bem que a vida não sofresse tantas curvas, ou que pelo menos não encontrasse grande movimento sem estarmos à espera.
Daria muito jeito saber decidir quando sentimos que as forças começam a faltar.
Seria ótimo saber o que fazer, quando o coração fica apertado e a respiração parece ser um imenso sacrifício para a nossa existência.
A verdade é que esta vida não vem com um GPS para contornarmos os obstáculos.
Nem muito menos com um livro de instruções para realizarmos tudo na perfeição.
Quando se está na realidade as poesias não são tão comuns.
Quando se está na realidade bate-se com toda a força com a cabeça na parede.
Quando se está na realidade a desilusão e o sofrimento são, claramente, dolorosos, mais do que alguma vez uma publicação literária poderá descrever.
Quando assinamos para viver e não para marcar presença tudo parece magoar.
Quando assinamos para viver deixamos o corpo morto para nascermos de novo.
Quando se dorme para a vida não se sente nada, nem mesmo a própria felicidade.
Por isso, não adianta pedir para diminuir a intensidade das coisas que vão acontecendo na vida.
É preciso continuar arriscar.
É preciso não ter medo de querer sentir tudo o que nos é oferecido. 
É necessário encarar todos os acidentes da vida, para que no final se consiga sentir tão epicamente o sabor da felicidade.
Não convém cairmos no facilitismo, na resignação, nem na fuga.
Não se ganha nada no disfarce. Ou se vive, ou se dorme para vida.
Quem vive sai com marcas, nódoas e calejado...
Quem vive sai com o testemunho de que no amor e na fé se encontram as respostas para se conseguir chegar ao fim.
Quem vive sabe que é uma questão de amar ou morrer.
E tu? Vais querer amar? Ou ficarás adormecido até à morte?