Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


6 de abril de 2016

“Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem”

Sobre a obra de misericórdia “vestir os nus”, o Pe. Amaro Gonçalo diz-nos o seguinte: “O ato de vestir os nus implica o cuidado do seu corpo, uma intimidade, isto é, um tocar e medir o corpo para poder vesti-lo de modo adequado. Mas também implica o cuidado da sua alma, onde a roupa tem um papel importante na proteção da interioridade e sublinha, que essa mesma interioridade precisa de ser guardada e protegida.”.

Com estas palavras conseguimos entender que não ter roupa ou estar quase nus ou cobertos de farrapos é uma condição que tem importantes conotações psicológicas e espirituais. E por isso mesmo, nós, cristãos, somos convidados a termos cuidado com o nosso corpo, mas também a estarmos devidamente atentos àqueles que mais necessitam de se sentirem bem vestidos. O partilhar a roupa com alguém é algo que remete para alguma delicadeza e intimidade para com o outro. É entrarmos em verdadeira comunhão com aquele que está ao nosso lado. Não se deve somente dar as roupas, é preciso ensinarmos a vesti-las. Lembremo-nos dos exemplos que recebemos dos nossos pais ou avós, que desde tenra idade sempre tiveram a amabilidade e cuidado de nos vestir para que não nos sentíssemos despidos e conseguíssemos aceitar, verdadeiramente, a nossa unicidade.

É preciso que neste ato de vestir os nus esteja bem presente o nosso amor e o nosso contacto visual, para que aquele que recebe as roupas não se sinta humilhado, mas que nasça em si a vontade de mudar. É necessário passarmos uma mensagem de esperança, onde aquele que estava desprotegido e despojado pode agora encontrar-se a si mesmo revestido de roupas, mas acima de tudo coberto de caridade por aquele que lhe vestiu.

A nossa verdadeira misericórdia deve conseguir cobrir o interior daqueles que estão nus e, portanto, desprotegidos. É com esta partilha, com esta entrega e serviço ao outro que poderemos vestir aqueles que muitas vezes se sentem despidos e humilhados pela nossa sociedade.

1 de março de 2016

Olha bem à tua volta e repara no que te rodeia.
Recorda tudo o quanto já fizeste. Tudo o que queres alcançar e tudo aquilo que querias, mas que já não podes vir a ter.
Fecha os olhos rapaz. E sente bem a vida que tem acontecido em ti.
Tu já foste brilhante em certas alturas.
Já fizeste a diferença em muitas vidas.
Já foste destroçado e outras vezes destroçaste o Mundo de outras pessoas.
Já te sentiste má pessoa. Já te sentiste a melhor pessoa do Mundo.
Tu já riste sem parar. Tu já choraste sem conseguir respirar. Tu já desesperaste por completo e no dia seguinte tudo à tua volta não fazia sentido.
Tu, pobre rapaz, tens andado na pior das montanhas russas: a Vida. 
Ela tira-te o fôlego.
Ela faz-te sentir único, mas não te evita os altos e baixos.
Proporciona-te momentos irreversíveis. Já alguma vez te apercebeste dos minutos que desperdiçaste?
Quantas vezes, meu pobre rapaz, sentiste que existias, mas que não vivias?
Quantas vezes, rapaz, te apercebeste que és de um valor imenso?
É verdade que tens falhas. É certo que terás ainda mais. Mas faz tudo parte dessa tua fragilidade humana que não consegues tirar de ti.
Por isso, respira. Sente o ar puro que te bate na cara. E segue em frente.
Nunca te esqueças que será sempre a uma velocidade instantânea. Será sempre tudo num piscar de olhos.
Dá graças por tudo o que acontece em ti.
Valoriza-te. Valoriza quem te acompanha. Ajuda quem necessita.
Faz a diferença na vida de muitos, mas ouve , meu pobre rapaz, faz essencialmente a diferença em ti mesmo!
Faz-te vivo. Não te deixes somente existir.

2 de fevereiro de 2016

Oh mar...

Oh mar quanto tens para nos oferecer.
A tua força nos intimida.
As tuas águas enchem-nos de esperança.
O teu som no bater das rochas relaxa-nos.
E o teu mistério, o teu mistério faz-nos perceber que há sempre mais para descobrir nesta vida.
A forma espontânea com que abraças a areia é a mesma forma que nós desejamos que alguém nos abrace.
Desejamos que alguém nos segure bem apertado para não cairmos, para não sentirmos nada.
Pode até ser tão repentino como tu o fazes nas dunas que tão bem conheces.
Precisamos desse gesto.
Precisamos deste contacto para nos sentirmos vivos.
Precisamos deste contacto para conseguirmos ouvir o som da vida que existe em cada um de nós.
Oh mar como é belo perceber o que nos ensinas na tua simplicidade.
As tuas ondulações mostram-nos o quanto a vida é instável.
É preciso ser-se um verdadeiro artista para ganhar equilíbrio neste balanceamento das ondas da vida. Onde entre várias marés somos obrigados a adaptar-nos.
Tal como tu não avisas quando vais esvaziar, a vida também não nos pede autorização para mudar. Nem para arranjarmos espaço na nossa agenda. De um momento para o outro atua. Modifica. E põe ao jeito que quer.
Muitos dizem que é ao jeito de Deus, outros dizem que é somente ao jeito do acaso.
Por obra do acaso ou não, temos de pensar rápido. De fazer meia volta ou até volta e meia. Não interessam o número de voltas quando o essencial é permanecermos de pé.
Oh mar como és belo. Como és essencial para nos acalmares das aflições e ótimo para receber as nossas lágrimas, também elas carregadas de sal.
Serás tu fonte de todas as lágrimas?
Podes não ser fonte, mas és casa para muitos.
És casa de pensamentos.
És casa de acontecimentos.
És casa cheia de vida.
És a casa que guarda os segredos de muitos!
Tu, mar, és casa de salvação e de alimento de esperança. 

28 de janeiro de 2016

Eu sou pequeno e tu?

Eu gostava de ser criança a vida inteira.
Eu gostava de poder acordar sempre a cantar.
Eu gostava de poder correr sem parar.`
De rir sem parar.
De amar sem criticar.
Eu, apenas, gostava de olhar para o Mundo outra vez.
Onde tudo é mistério.
Onde tudo é novidade.
Onde tudo é motivo para a descoberta.
Eu gostava de ser pequeno e não perder tempo com burocracias e trocar isso por abraços.
Eu gostava de ser pequeno e trocar os exames por convívios com lanches e risadas.
Queria ser assim. Simples. Meigo. Genuíno.
Queria ser novamente espontâneo para dizer "Gosto muito de ti" a toda a gente.
Queria ter a capacidade de voltar a sonhar.
Onde nada é uma barreira.
Onde tudo se pode fintar.
Onde a meta é somente um passo, um beijo ou um andar de bicicleta.

Às vezes não nos apercebemos da beldade das lições que as crianças nos transmitem.
Às vezes estamos tão cegos que achamos que só nós é que temos algo para lhes ensinar.
Temos de abrir os olhos.
Temos de ouvir estas crianças mais vezes, onde na sua inocência mostram o que realmente vale a pena.
Onde na sua inocência dizem bem baixinho que o Mundo foi feito para eles e que é deles.

Por isso eles nos perguntam sempre: "Eu sou pequeno e tu?", porque sabem perfeitamente que o Mundo não é nosso.
O Mundo não é nosso, porque não usufruímos como eles.
O Mundo não é nosso, porque nem reparamos no que ele tem para nos oferecer.

O Mundo é vosso. E que um dia também volte a ser meu...

17 de janeiro de 2016

Os Doutores da Rua

E se vivêssemos num país onde o mesmo número de doutores académicos fosse igual ao número dos doutores da rua?
"Quem são estes doutores da rua?"- deverá ser a pergunta de muitos leitores.
Os doutores da rua são todos aqueles que vivem ou sobrevivem na rua. São aqueles que aprendem ou desaprendem na rua. São aqueles que foram ou não obrigados a pararem àquela vida.
Ao chamá-los de doutores da rua não os quero inferiorizar, nem sequer gozar. Muito pelo contrário. Trato-os assim, em primeiro lugar porque é a forma como eles todos se tratam e nos tratam e em segundo porque se calhar não haverá, infelizmente, muitas diferenças entre estes doutores da rua e os doutores académicos.
A única diferença que à primeira vista vejo entres estes doutores da rua e os outros, é que os da rua não tiveram aulas sentados, não tiveram que escrever, nem sequer ter a teórica. Estes doutores da rua foram obrigados a entrar na prática, foram obrigados a sentir na pele aquilo que muitas das vezes nos é dito na teórica para termos cuidado. Estes doutores da rua tiveram, literalmente, a escola da vida. Para mim, esta é sem dúvida, no meu ponto de vista, a única diferença entre os doutores.
Analisemos, de uma forma muito breve, cada caso...
Quantos doutores se formaram academicamente e desejam desesperadamente por uma oportunidade?
Será que esses doutores da rua também não desejam por uma oferta?
Mais, quantos doutores das nossas faculdades não se formaram dignamente para depois lhes serem negados a oportunidade de construir o seu futuro?
Não serão, também, estes doutores da rua muitas vezes negados pela nossa sociedade?
A verdade é que todos estes doutores, por diferentes razões é claro, têm muito em comum.
E de quem é a culpa?
A culpa é minha, é tua e é nossa.
A culpa é nossa, porque muitas das vezes nos calamos.
A culpa é nossa, porque muitas vezes é mais fácil ignorar, é mais fácil não pensar.
A culpa é nossa, porque não agimos.
Caros leitores, nesta vida todos nós poderemos vir a ser doutores. Sejamos nós formados academicamente ou formados pelos casos da vida. Por isso, cabe a nós estarmos mais atentos.
Cabe a nós não desviar o olhar quando passamos por estes homens e mulheres.
Cabe a nós mudarmos este rumo.
Cabe a nós aprender a caminhar com estes doutores da rua...



imagem retirada em: http://www.porta351.com/wp-content/uploads/2014/12/sem-abrigo_0.jpg

8 de janeiro de 2016

Máquinas da Sociedade

O Mundo gira a uma velocidade tremenda.
Avança de uma forma tão rápida que nem nos apercebemos dos dias passarem.
Hoje em dia somos convidados a viver numa adrenalina incrível.
Acordamos stressados.
Tomamos o pequeno almoço a "correr" e nem nos despedimos dignamente daqueles que vivem connosco.
Vamos a correr para cumprir horários e obrigações.
E quando chegamos, ao nosso local de trabalho ou de estudo, somos novamente abalados por uma onda de multidão, também ela toda movimentada por esta correria, mas sem saber muito bem para onde vai.
Corremos, corremos e...corremos.
Corremos todo o dia!
Corremos para acabar aquele projeto.
Corremos para entregar a horas aquele papel.
Corremos como meras máquinas.
E quando somos convidados a parar, o que nos acontece? Não conseguimos.
Ficamos como meios zonzos. Ficamos com a sensação de que não sabíamos que existia tempo para parar.
A verdade, é que desde pequenos somos incutidos com a ideia de que "parar é morrer".
Mas, caros leitores, estamos a precisar de uma verdadeira paragem.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente somos feitos.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente necessitamos.
Estamos a precisar de viver de uma forma autêntica. Sem correrias. Sem pressas.
Precisamos de parar, para assim podermos observar, respirar e darmos valor ao maior dom que temos: a vida.
Com tantas correrias, nem nos apercebemos que somos todos iguais. Não conseguimos perceber que temos todos o mesmo objetivo: sermos felizes.
São por causa destas correrias todas e por todas as faltas de tempo, que nós alegamos não ter, que surgem as guerras, que surge a solidão, que surge o desespero, que surge a necessidade, que surge tudo aquilo que só nos apercebemos quando acontece nas nossas vidas.
Não deixemos que a vida passe a correr.
Tínhamos perceção dos dias, pois só assim conseguiremos ouvir a nossa "máquina" a bater.
Não queiramos ouvi-la quando ela já estiver para deixar de funcionar.
É hora de nos reunirmos.
É hora de vivermos juntos.
É hora de comermos e bebermos juntos.
É hora de rirmos juntos.
É tempo para parar.
É tempo para deixarmos de ser máquinas.
É tempo para vivermos, verdadeiramente!

17 de novembro de 2015

Por onde andas ser humano?

A Humanidade vai desiludindo cada vez mais.
Estou triste e tenho vergonha de dizer que sou humano.
Não consigo sequer conceber como é que somos tão evoluídos em tantas coisas, mas no que trata respeitar o próximo somos tão primários.

É muito difícil entender que toda e qualquer vida humana tem valor?
É difícil de perceber que o Mundo é grande o suficiente para que todos possamos viver nele?
Qual é a dificuldade de aceitar as diferenças dos outros?

E, caros leitores, não vale a pena dizer que foi a raça, a religião, a política e o dinheiro que separou a Humanidade. O que dividiu efetivamente a Humanidade foram os atos de egoísmo, de rancor, de ódio foi o próprio ser humano que se quis dividir, pois julgou que um dia uns poderiam ser superiores aos outros.

No nosso quotidiano não somos confrontados com este tipo de atos? Ora vejamos muito atentamente...
Quantas vezes não partilhamos uns simples apontamentos para que o outro não tire melhores notas que eu?
Quantas vezes não sou motivo de desunião nos grupos em que pertenço?
Quantas vezes escondo as minhas fraquezas apontando as do outro?
Quantas vezes eu sou orgulhoso e não perdoo?

Parecem simples coisas, mas é com isto tudo que se criam as mentalidades.
Comportamentos geram comportamentos e quando damos conta acabamos de criar uma cambada de tolos fundamentalistas, onde não conseguem entender a simplicidade. Acabamos por criar máquinas destruidoras que não possuem um coração, nem um cérebro, mas sim um pedregulho comandado por uma motherboard desprogramada para os bens essenciais.

Enquanto não entendermos que a dignidade humana está acima de tudo não haverá nenhum Deus que possa ser anunciado, pois tenho a certeza absoluta que nenhum, mas mesmo nenhum Deus pediu, pede ou irá pedir que se matem.

Que no futuro todos consigamos entender que é urgente saber respeitar as diferenças. Que saibamos o mais rápido possível que é preciso amarmo-nos para que a nossa existência neste pequeno espaço possa ter sentido!

Unam-se e entreguem-se à simplicidade, pois só assim poderemos salvar esta Humanidade que está perdida de valores.

5 de novembro de 2015

Sentes-te realizado?

Todos os dias estás em movimento e por consequência estás também em constante mudança.
Os dias vão passando e vais-te adaptando a muita coisa sem dares-te conta.
Os nossos gostos vão-se alterando, as nossas personalidades vão-se moldando e até mesmo as pessoas que estão connosco vão sendo "substituídas", não porque queiras, mas porque a vida não te oferece outra alternativa.

E com todo este desenrolar vais sendo obrigado a tomar decisões. Decisões essas, que te levarão à felicidade ou que pelo menos quando as idealizas parecem-te levar a um mundo denominado de satisfação pessoal.

Mas para onde estás a caminhar?
O que queres?
Estás realmente a fazer escolhas ou estás a fugir do que te vai aparecendo pelo caminho?

A vida vai-te passando e vais rodeando os teus planos.
Vais-te tentando mentalizar que era aquilo que tanto sonhavas.
Que afinal não foi assim tão mau e que até és feliz.

Mas quando paras para pensar...quando tu paras para pensar dás-te conta de tudo o que presenciaste, de todos os minutos decisivos que tiveste e aí questionas-te: "Sinto-me realizado?".

E quando és abalado por esta pergunta o teu "Mundo" cai e aí voltas à realidade, pois apercebes-te que apesar da tamanha felicidade que te cerca, tu não te sentes realizado. Há algo em ti que faz falta! Há algo em ti que é necessário para que aquela felicidade faça todo o sentido. E tu sabes o que fazer, não sabes? Sim é isso. Tens de voltar àquele labirinto que tu mesmo criaste, voltar a delinear tudo e criar um caminho certo, onde apenas existirão curvas de sucesso e deixarão de existir as curvas do desenrasque.

É verdade que dá trabalho, mas tu sabes que necessitas. Tu sabes que precisas disso para respirares melhor, para aliviares esse peso que não te deixa seguir livremente.

Por isso vai sem medo. Vai na fé, pois no final terás à tua espera um Castelo.
E no final de cada dia sentir-te-ás um Rei realizado, onde terás verdadeiramente um Mundo comandado por ti.


7 de outubro de 2015

Como levo a esperança?

Como levo esperança aos outros?
Como posso atenuar o sofrimento das pessoas?
Como explico aquilo que nem eu sei o porquê?

A verdade é que todos os dias sou abordado por situações de grande dificuldade.
São inúmeros os casos: pessoas que sofrem de cancro, pessoas que vivem sozinhas, pessoas que perdem os seus entes queridos, pessoas que são enganadas, pessoas que têm de abandonar os seus lares por causa da guerra, pessoas que desesperam por não terem emprego, pessoas que apenas têm uma ponte como sua casa...

E tudo isto é-me apresentado à frente e sinto-me fraco. O que posso eu fazer por elas?
Diz-me Senhor, como chego até elas?

É certo, que a minha presença pode fazer a diferença ou pelo menos atenuar um pouco todo aquele sofrimento pelo qual as pessoas passam, mas e depois? Como lhes dou as respostas que elas tanto procuram?

É uma frustração muito grande não conseguir dizer muito mais do que: "Eu estou aqui!".

Acho que vivemos uma altura, onde as pessoas necessitam, claramente, muito mais do que isso.
Claro, que me dirão que os atos contam mais do que as palavras. Sim concordo, mas às vezes as palavras têm o poder de nos acalmar. Tem o poder de nos fazer sentir confiantes!

Por isso, caros leitores encontremos as melhores atitudes aliadas às melhores palavras.

Sejamos fonte de esperança para aqueles que mais necessitam de nós!
Sejamos luz para a vida dos outros!
Sejamos servidores do outro.

"Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia dizer: hoje realizei um gesto de amor pelos outros!"

8 de setembro de 2015

Os ditos "Refugiados"...

O tema "Refugiados" tem sido o mais falado nos últimos dias. Durante estes dias são várias as imagens que chegam até nós e são também os variadíssimos testemunhos de ajuda ao próximo.

Muitos deles vêm da Síria, sítio que é dominado pelos implacáveis do auto-proclamado Estado Islâmico. Destroem tudo o que lhes aparece à frente seja em nome de um suposto Deus, ou simplesmente por lhes dar um certo gozo causar sofrimento às pessoas...

A verdade é que nós, que nunca passamos por uma situação destas, não fazemos ideia do que é viver todos os dias com medo de sermos bombardeados, ou sermos violentamente atacados por uma espécie de ser humano que não tem um mínimo de preocupação pelos outros.

Com tudo isto somos todos postos à prova, na medida em que temos a obrigação de favorecer as melhores condições a qualquer ser humano que habite entre nós. Seja uma criança, um homem, uma mulher ou até mesmo um idoso, independentemente da sua crença religiosa, cor ou nacionalidade...
Todo e qualquer ser humano deve ser respeitado e ter o mínimo de dignidade. E, em relação a isto, penso que todos nós estamos de acordo, ou pelo menos deveríamos estar...

Mas a verdade é que temo pelo pior. Mais uma vez os acolhedores poderão ser mais tarde "crucificados" por aqueles que receberam...
Engraçado, pois acho que já vi algo parecido acontecer várias vezes no nosso Mundo!

No meio de tanta gente que realmente procura ajuda haverá, certamente, quem virá em nome de um estado fundamentalista para poderem fazer as suas conquistas e espalharem o seu terror...

Caros amigos, temos o dever de ajudar, mas ninguém nos obriga que sejamos inocentes ao ponto de pormos a nossa vida em causa. Não deixem que a nossa bondade nos cegue totalmente.

Somos chamados, mais do que nunca, a estar alerta!

E, por favor, não se voltem a esquecer que existem também necessitados em Portugal. Não fiquem com a ideia que vivemos num país cor de rosa e que todos os problemas estão somente lá fora.

26 de agosto de 2015

Fiquem por cá!

Durante estas férias tive a oportunidade de percorrer algumas cidades portuguesas.
Entre vales e montanhas lá fui conhecendo as belezas que este nosso território tem.

Podemos até ter uma economia muito fraca e um desemprego altíssimo, mas somos os melhores no que se trata à beleza natural e, claro, somos uns "expert's" na gastronomia.

Tudo isto aliado à cultura que existe em cada província faz com que sejamos ricos de uma forma única.
Os nossos sorrisos são brilhantes e os nossos olhares, bem portugueses, transmitem fé!
Já para não falar nas calorosas receções de cada zona que faz com todos nos sintamos em casa. 

Com toda esta análise conseguimos também perceber que os turistas invadem Portugal de Norte a Sul.
Ainda há poucos dias dava ao luxo de ver um grande grupo de turistas, com mochilas às costas, a contemplar o santinho da nossa terra. Ah pois é, até os chinocas querem conhecer a fortaleza do nosso Seixinho e as beldades que existem aqui na Vila do Coronado. 

Mas falando um pouco mais sério, a verdade é que o nosso país tem a capacidade de oferecer um bom clima, uma paisagem natural e uma boa gastronomia que dificilmente se encontra noutro país. E, por causa disto e muito mais, os turistas vêm todos contentes e carregados de euros, dólares, libras ou até mesmo yuan.

Por isso, caros turistas se gostam tanto do nosso país gostaria de vos lançar um desafio muito maior do que apenas virem aqui ganhar uma pequena "corzinha".

Nós, portugueses, gostamos muito do vosso "dinheirinho", não estivéssemos nós na banca rota, por isso permaneçam por cá. Deixem que a nossa cultura entre nas vossas famílias. Se gostam tanto de nós façam com que o nosso país cresça. Invistam. Façam história juntamente connosco e em troca continuaremos a dar-vos sorrisos, arraiais com sardinhas no pão e bem-estar.

Cancelem os vossos voos de volta às origens e façam um novo começo aqui na eterna Lusitânia.
Um começo melhor para vós, que gostais de encher o bandulho, e de certeza que um futuro muito mais risonho para Portugal.

Fiquem e não se arrependerão!

Um forte abraço deste vosso amigo que tanto vos quer bem ;)


13 de julho de 2015

Misericórdia será apenas coisa de Santos?

Misericórdia: " A expressão misericórdia é de origem latina e é formada pela junção "misere" (ter compaixão) e "cordis" (coração). "Ter compaixão do coração" significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar os seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.".

Numa primeira análise a palavra "misericórdia" parece não fazer sentido para o comum dos mortais.
Muitos de nós acha que é uma definição que apenas encaixa aos santos, mas pensemos bem...

Será assim tão difícil ser-se misericordioso?

Se fizermos uma leitura muita atenta ao significado da palavra "misericórdia" desde cedo tiramos a percepção de que é algo que está ao alcance de todos.

Se é algo que pode ser praticado por todos, porque vemos tão poucos a serem misericordiosos?

A verdade é que achamos que tentar perceber os outros é uma coisa difícil. Mas de facto não o é!
Não são necessárias frases encantadoras, filosóficas, ou até mesmo palavras bonitas. Muitas das vezes é somente necessária uma presença. Um silêncio.
Muitas das vezes basta alguém que sofra juntamente connosco, para que possamos entender que não estamos só.

E com um gesto tão simples temos um acto de compaixão, de solidariedade e de partilha.

"É na simplicidade que se encontra o essencial." E é com essa simplicidade que se vai ao encontro dos outros.

É necessária misericórdia, para que estejamos atentos uns aos outros.
É necessária misericórdia, para que muitos de nós não acabem sós.
É necessária misericórdia, para que muitos Homens e Mulheres possam ter uma vida digna.
É necessária misericórdia, para que o Mundo seja um pouco melhor!

Não precisamos de alcançar a santidade para a pormos em prática.
Precisamos sim, de a por em prática para no futuro conseguirmos alcançar essa Santidade.

Também hoje, Homens e Mulheres poderão ser Santos. Basta que para isso sejam verdadeiros, simples e que se entreguem ao amor!

29 de abril de 2015

Cristãos: os incompreendidos da sociedade

O que é realmente ser-se cristão?

Nos dias de hoje é cada vez mais difícil aceitar-se aqueles que seguem um Deus que morreu numa cruz e que depois ressuscitou.

O uso do terço nas nossas mãos parece ser algo medieval.
É ridículo o uso de uma cruz ao peito.
E faz muito menos sentido o realizar-se procissões...

Chegam ao ponto de chamar-nos de "gente retrógrada" por, simplesmente, manifestarmos a nossa fé.

Não somos nenhuns extraterrestres caros amigos. Tenham calma. Não vimos sugar as mentes de ninguém.
Temos vidas normais e para nós cristãos também existem questões que não conseguimos explicar e que também são mistérios nas nossas vidas. Aliás não acreditássemos nós em algo como a ressurreição, onde não sabemos muito bem o que é, mas que confiamos e esperamos que um dia alcançaremos.

Um cristão define-se por isso: por uma pessoa que espera, que confia e que leva essa mesma confiança aos outros. É alguém que se alegra por saber que tem um Deus que O ama de tal forma que se entregou por si.
É alguém que se revolta nos momentos de desespero e de aflição, mas que no fim entende que Ele permanece junto de nós.
O cristão vai avançando mesmo que muitas vezes não entenda muito bem o que acontece no Mundo.
O Desemprego, a fome,  a violência e as doenças são temas que angustiam e preocupam os cristãos.

Não temos a verdade. Não temos respostas para tudo, nem prometemos algo abstrato.

Nós apresentamos única e simplesmente o amor. O amor pelo próximo. O respeito pela vida que acontece em cada um de nós.
Valorizamos o ser humano, independentemente, do seu passado, das suas atitudes, dos seus defeitos e qualidades, porque sabemos que esta foi a grande mensagem que Jesus nos deixou, pois este Jesus que seguimos muito antes de ser visto como Deus, ele é admirado como um ser humano extraordinário onde nos deu a conhecer que somos todos iguais.
Isto é o que nós acreditamos.
Esta é a nossa mensagem.
Esta é a alegria que queremos transmitir todos os dias.

É certo que a Igreja (instituição) cometeu vários erros no passado e que certamente ainda hoje os comete, mas ela é orientada por Homens, por isso de certeza que não poderia ser perfeita!

A partir deste Deus nós sabemos que podemos renascer todos os dias, porque Ele dá-nos a capacidade de melhorar e de entendermos o que realmente importa.
E por muitos defeitos que esta Igreja tenha ela é também a associação que mais ajuda humanitária presta em todo o Mundo. O que mostra que todos podemos errar, mas não é isso que nos impede de ajudar e de realizarmos o bem. 

Dou-vos o exemplo da Catequese Paroquial da minha terra.
Os catequistas romanenses são, claramente, o exemplo vivo daquilo que deve ser a evangelização.
Eles ajudam-se, completam-se e levam alegria e o amor a muitas crianças. Esse amor e alegria que muitas destas crianças talvez apenas recebam através dos seus catequistas.
É verdade que não oferecem fortunas, empregos certos, nem fama, mas oferecem o verdadeiro significado da simplicidade e humanidade.
Levam por isso todas as semanas a alegria do "Domingo de Páscoa".

Com isto tudo apenas queria que percebessem que não somos perfeitos, mas somos pessoas que tentam fazer o melhor, apesar das suas fragilidades.

É para mim uma enorme satisfação ser cristão, catequista e acólito.
É para mim um enorme gosto ser um jovem com fé!

Não nos condenem, mas mesmo que o façam acreditem que estaremos aqui, pois sabemos dar segundas oportunidades. Saberemos sempre perdoar antes de sermos perdoados!

18 de abril de 2015

Os Romanenses

Romanenses. É assim que são conhecidos os habitantes da Vila de São Romão do Coronado.
Para começar nada melhor do que descrever aqueles que nascem e vivem aqui.

Os Romanenses falam sobre tudo, mesmo que não entendam nada sobre o assunto. Eles têm sempre alguma coisa para opinar ou para criticar.
Os Romanenses não se contentam com qualquer coisa, aliás para eles as coisas nunca estão perfeitas.
Os Romanenses são sempre os primeiros a criticar todo o tipo de eventos e problemas.
Mas nem tudo é mau, eles têm a capacidade de serem os mais acolhedores em todos os aspectos. São os seres que mais convivem e os que mais gostam de conversar.

Para os Romanenses não existe a palavra desconhecido. Basta dizer que vives aqui ou dizeres que és neto do "Quim Magalheiro" para todos te fazerem uma festa, abraçarem-te e contarem milhares de histórias.

Para os Romanenses existe o bairrismo, a tradição de se ir à missa ao Domingo, de se participar em procissões e de se conviver na rua até alta madrugada até que o vizinho te venha mandar calar.
Para os Romanenses existe apenas um único inimigo: os Mamedenses. A Vila do Coronado é uma só, mas nunca se misturarão com aqueles que são de São Mamede do Coronado. Isso seria uma grande "salada de fruta".

Eles têm a capacidade de se juntar para salvar qualquer coisa. Eles fazem tudo para defenderem as cores desta que para eles é a terra de sonho! Nem que para isso tenham que virar o Mundo. Eles são teimosos e não desistem à primeira.

E a prova disso tem sido o feito dos Cortejos Etnográficos para ajuda das Obras da Igreja.
As pessoas juntaram-se, trabalharam, riram, discutiram, mandaram alguém a baixo de Braga de certeza.
Sim porque por aqui não poupamos nas palavras mais requintadas que existem no nosso português do Norte, carago.

As pessoas moveram-se para que cada zona da vila gabasse as suas saias, as suas aquisições, as suas caras mais larocas, mas acima de tudo moveram-se para que pudessem ter mais um motivo de orgulho por São Romão do Coronado. Para que pudessem gritar " São Romão é leiiiiiiiiiiiindooooo".

É, por tudo isto, que os Romanenses são caracterizados. Com defeitos e qualidades é certo, mas são únicos e autênticos. São, claramente, humanos!

Obrigado Romanenses por, mesmo não ter crescido totalmente aqui, me terem recebido como um verdadeiro filho da terra. Obrigado por serem assim: simples e humildes.

Obrigado por me fazerem sentir Romanense!

12 de abril de 2015

Eu hoje quero-me levantar...

Hoje ao acordar contemplei este imenso Mundo. Um tempo magnífico e uma vista incrível enchiam os meus olhos e completavam o meu coração.

Hoje acordei com vontade de mudar o Mundo.
E nesta mudança que quero implementar irei espalhar união, paz, amor, simplicidade e solidariedade.
O que de serve termos um sítio tão magnífico como este se não o vivermos autenticamente?

Precisamos, rapidamente, de esperança e temos de ser nós a levá-la àqueles que mais necessitam.
Não a levemos sozinhos. Peguemos nos pais, nos irmãos, nos tios, nos avós, nos cães e papagaios e levemos a felicidade. Tiremos a tristeza e a solidão daqueles que não têm ninguém para os acariciar.

Levemos a paz àqueles que muitas vezes não são compreendidos. Levemos conforto àqueles que todos os dias vivem desesperados pelo desemprego, pelas faltas de oportunidade e pelas perdas e injustiças que lhe foram acontecendo ao longo da vida.

Mostremos ao Mundo que todos temos segundas oportunidades.
Mostremos ao Mundo que todos temos a hipótese e a obrigação de sermos felizes!

Do que vale as guerras?
Do que vale a violência?
Do que vale a desunião?

Em tudo isto saímos sempre a perder. Com a partilha e a convivência com os outros sairemos sempre a ganhar. E com o nosso testemunho os outros nos imitarão. Com o nosso testemunho todos quererão a nossa felicidade. Com o nosso testemunho todos comentarão: "Vede como eles se amam."

 Por isso não corramos mais sozinhos. Unam-se. Façam o caminho em conjunto.

Façam a mudança!

Para vos incentivar ainda mais nesta mudança deixo-vos uma sugestão musical:



Sejam felizes ;)

30 de março de 2015

O que é a vida sem o Amor?

Durante a nossa vida fazemos grandes planos. Traçamos inúmeros objetivos. Trabalhamos horas e horas para termos uma vida estabilizada. Estudamos anos e anos para adquirirmos conhecimentos e sermos excelentes profissionais.

Tudo isto é importante e faz-nos ter personalidade. Faz-nos ter um caminho para percorrer.
Faz-nos acima de tudo sonhar. E quando alcançamos todas estas etapas sentimo-nos realizados.

Mas, caros leitores, do que nos adianta ser bem sucedidos se não tivermos amigos para conviver?
Do que nos adianta ter muita fama se não tivermos amor?
Do que nos adianta ter muito dinheiro se depois vivemos na solidão?

O dinheiro é preciso, sem sombra de dúvidas e a saúde então, nem se fala. Mas só o Amor dá um sentido à vida.
Só o Amor nos completa verdadeiramente.
Só o Amor nos faz alcançar o bem estar que tanto ansiamos.

E todo o tipo de Amor faz-nos falta: o Amor da família, o Amor dos amigos, o Amor da nossa cara metade, o Amor daqueles que nos rodeiam e o Amor dos nossos animais...

O ser humano precisa, claramente, de Amor para viver. E hoje, mais do que nunca, o ser humano precisa do Amor para se renovar e que nessa renovação consiga entender o essencial da vida.

Sejamos loucos no Amor que transmitimos uns aos outros.
Sejamos corajosos nas demonstrações de afeto para com os outros.

Não façam sofrer, não sejam orgulhosos, não sejam teimosos, se realmente gostam e se importam digam sem medo o que sentem. Avancem!

Já chega de sofrimento. É hora de sermos verdadeiros.
É hora de criarmos laços inseparáveis.
É hora do "para sempre" ser algo bem real!
É hora de vivermos com Amor.

11 de março de 2015

Não és o único

Hoje, enquanto realizava a minha viagem de comboio entre São Romão e Porto-São Bento, olhava à minha volta e contemplava as pessoas que faziam o mesmo percurso.

Como não tinha ninguém para falar, não tinha um livro para ler, nem me apetecia andar a divagar pelo Facebook decidi analisar cada pessoa e tentar adivinhar o que cada uma poderia estar a sentir e a pensar.

Foi então que comecei logo pela menina que se encontrava à minha frente.
Bem vestida, bonita e aparentemente muito descontraída. Encontrava-se a ouvir música e de vez em quando enviava mensagens com um pequeno sorriso na cara. Sabem qual é, não sabem? Aquele sorriso de envergonhada de quem recebe mensagem de alguém muito próximo. No meio destas atividades ela parava para olhar para paisagem de uma forma muito fixa, onde dava a sensação de estar preocupada com alguma coisa ou com alguém. Ou talvez estivesse somente a pensar na sua cara metade.

Passemos agora para a minha segunda análise. Desta vez um Homem perto dos seus 60/65 anos. Muito bem apresentado e bastante vaidoso. Dei com o senhor a pentear-se várias vezes, mas quando não se penteava ou não arranjava o colarinho da camisa ele esfregava a sua mão na cara e mexia muitas vezes a sua perna direita. Com estas informações dava para concluir que alguma coisa o perturbava ou então estava nervoso para algo que iria acontecer quando chegasse à estação de São Bento.

Depois de analisa-las olhei para o resto das pessoas e apercebi-me que todos os dias passamos por tantas pessoas e todas elas têm a sua vida, a sua história, as suas preocupações, as suas manias, os seus gostos, as suas vaidades, as suas angustias...
E muitas destas pessoas só passam por nós uma única vez em toda a nossa vida!

Como é incrível esta dádiva que todos recebemos e que é denominada de vida.
Como é incrível a vida que acontece em cada um de nós.

Por isso, valorizem cada pessoa que vem ao vosso encontro.
Por isso, respeitem cada pessoa que vos procura.
Por isso, acolham cada pessoa que vos pede ajuda.

Caros leitores, alegrem-se por esta vida que vos foi dada.
E com ela partilhem momentos, histórias, parvoíces.
Vivam e desfrutem ao máximo, pois só vivemos uma vez e não podemos recuar no tempo!

24 de fevereiro de 2015

O Mundo não é para todos!

O Mundo não é para todos.
O Mundo não aceita fracos.
O Mundo não tolera sentimentais.
O Mundo não respeita os sinceros.

Há medida que a sociedade evolui o ser humano vai-se tornando mais "frio".
O ser humano passou a ser uma máquina que é capaz de alcançar o que quer que seja sem ter medo de usar qualquer meio para conseguir esse fim.
O ser humano não se preocupa se magoa, se mata ou se sacrifica alguém.

Se o ser humano quer, atua.
Se o ser humano ambiciona, calca.

Onde ficou o Homem que pensava?
Onde ficou o Homem que tinha consciência?
Onde ficou o Homem que valorizava?
Onde ficou o Homem que se preocupava?

A verdade, caros amigos, é que hoje somos confrontados com demasiada miséria. Desde fome, pobreza, desemprego e até mesmo solidão, mas somos incapazes de atuar para mudar. Somos incapazes de utilizar as nossas capacidades e os nossos bens para praticar um pouco da nossa bondade.

É preciso fazer! É preciso criar-se ligações. É preciso realizar-se obras que solidifiquem o que de melhor existe no ser humano:  a humanidade!

Se não conseguirmos ser humanos não iremos conseguir ajudar aquele que mais precisa de nós.
Se não conseguirmos ser humanos não iremos conseguir fazer a diferença.

Caros leitores estejam atentos!
E se possível atuem, mas sem grandes alertas, sem grandes sensacionalismos. Somente ajudem com a vossa simplicidade onde possam acolher aqueles que são descriminados por todos. Onde possam acolher aqueles que são a escumalha da sociedade.
E ao realizarem isso poderão fazer com que o Mundo consiga aceitar os mais fracos.

Para terminar deixo-vos um desafio neste tempo quaresmal onde se alarga a todos aqueles que são ou não crentes:

ACOLHAM todos os que são diferenciados e rejeitados!

Sejam humanos.

11 de janeiro de 2015

Meras palavras...

Sinto uma enorme vontade de explodir, mas não o faço. Como sempre vou guardando dor atrás de dor, desilusão atrás de desilusão e perda atrás de perda...

Foi assim que me fui habituando. A tentar superar sozinho tudo aquilo que me deitava a baixo. Tudo aquilo que me despedaçava de uma forma incrível!

Teria, certamente, muitos gritos para dar.
Teria, certamente, muitas questões para fazer.
Teria, certamente, muitas coisas para dizer.

Mas para já prefiro guardar para mim, onde apenas solto um pouco do meu desespero através da escrita.

É a partir dela que encontro um pouco de alívio, uma certa paz para que eu possa enfrentar os dias que virão.
É a partir da escrita que tento encontrar um Mundo que me perceba, que me compreenda e que me console quando estou desolado, fatigado...

Afinal de contas, apesar da minha escrita não ser perfeita, é nela que ainda me sinto útil. É nela que me sinto diferente. É através dela que eu me posso libertar sem que seja criticado!

Sou ao fim e ao cabo um mero Homem que vive para as letras, para as palavras, para as frases.

Escrevo, claramente, para ajudar os outros, mas ao fim deste tempo todo apercebo-me que tenho escrito para me salvar a mim mesmo.
Tenho escrito para que possa continuar a superar tudo aquilo que fui perdendo ao longo da minha vida!
Tenho escrito para que dentro de mim ainda exista algo que me faça mover, que me faça sentir vivo!

Caros leitores, encontrem algo que vos ajude a superar todas as vossas mágoas, todas as vossas dúvidas, todas as vossas indecisões.
Encontrem um Mundo onde se sintam realmente bem, onde não hajam medos, nem receios.
Encontrem algo que vos faça sentir ativos!

Não deixem que fique tudo dentro de vós. Deixem que tudo aquilo que vos atormenta seja eliminado por momentos bons, por pessoas que vos amam e se preocupam convosco.

Vivam verdadeiramente todos os vossos dias sem terem medo de demonstrar aquilo que sentem e pensam.

Sejam autênticos. 

30 de dezembro de 2014

Medo

Tu tens medo!
Tens medo por não conseguires enfrentá-la.
Tens medo por não conseguires esquecer.
Tens medo porque não sabes reagir ao sofrimento.
Tu tens medo!

E por causa disto tornaste-te fraco, inútil e sem esperança.
Os teus olhos já não brilham. O teu rosto já não sorri. E a tua mente está cansada!
Tu perdeste o que de melhor havia em ti.
As tuas gargalhadas e o teu sorriso que traziam a felicidade aos outros. O teu bem estar que confortava aqueles que contigo estavam.
Mas, a verdade, é que apenas ficaste sem vontade. Sem querer viver. Sem querer estar. Apenas ficaste para marcar presença em cada dia que passava por ti...

Por onde andas, Emanuel?

Tem sido esta a avaliação da minha mente antes de adormecer e depois de acordar...
É uma análise correta daquilo que hoje me define, mas que ainda não a consigo contrariar.
Que o Emanuel que desapareceu volte de novo até mim para que os que me rodeiam se sintam bem, mas acima de tudo que venha para me salvar deste estado de espírito que se apoderou de mim!

Caros leitores, também vós tereis muitos medos. Por isso,  não vos deixeis fracassar! Permanecei fortes.
Acreditando que um dia tudo voltará a ficar bem, um dia dia tudo será como planearam.

Lutem, para que o que existe de melhor em vós permaneça sempre convosco!

Sejam verdadeiros testemunhos de sacrifício, felicidade e sucesso.

Não desistam de vós, pois se o fizerem não haverá ninguém que vos consiga tirar do fundo...

Acreditem sempre no vosso valor. Acreditem sempre na vossa pessoa!