Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


1 de março de 2016

Olha bem à tua volta e repara no que te rodeia.
Recorda tudo o quanto já fizeste. Tudo o que queres alcançar e tudo aquilo que querias, mas que já não podes vir a ter.
Fecha os olhos rapaz. E sente bem a vida que tem acontecido em ti.
Tu já foste brilhante em certas alturas.
Já fizeste a diferença em muitas vidas.
Já foste destroçado e outras vezes destroçaste o Mundo de outras pessoas.
Já te sentiste má pessoa. Já te sentiste a melhor pessoa do Mundo.
Tu já riste sem parar. Tu já choraste sem conseguir respirar. Tu já desesperaste por completo e no dia seguinte tudo à tua volta não fazia sentido.
Tu, pobre rapaz, tens andado na pior das montanhas russas: a Vida. 
Ela tira-te o fôlego.
Ela faz-te sentir único, mas não te evita os altos e baixos.
Proporciona-te momentos irreversíveis. Já alguma vez te apercebeste dos minutos que desperdiçaste?
Quantas vezes, meu pobre rapaz, sentiste que existias, mas que não vivias?
Quantas vezes, rapaz, te apercebeste que és de um valor imenso?
É verdade que tens falhas. É certo que terás ainda mais. Mas faz tudo parte dessa tua fragilidade humana que não consegues tirar de ti.
Por isso, respira. Sente o ar puro que te bate na cara. E segue em frente.
Nunca te esqueças que será sempre a uma velocidade instantânea. Será sempre tudo num piscar de olhos.
Dá graças por tudo o que acontece em ti.
Valoriza-te. Valoriza quem te acompanha. Ajuda quem necessita.
Faz a diferença na vida de muitos, mas ouve , meu pobre rapaz, faz essencialmente a diferença em ti mesmo!
Faz-te vivo. Não te deixes somente existir.

2 de fevereiro de 2016

Oh mar...

Oh mar quanto tens para nos oferecer.
A tua força nos intimida.
As tuas águas enchem-nos de esperança.
O teu som no bater das rochas relaxa-nos.
E o teu mistério, o teu mistério faz-nos perceber que há sempre mais para descobrir nesta vida.
A forma espontânea com que abraças a areia é a mesma forma que nós desejamos que alguém nos abrace.
Desejamos que alguém nos segure bem apertado para não cairmos, para não sentirmos nada.
Pode até ser tão repentino como tu o fazes nas dunas que tão bem conheces.
Precisamos desse gesto.
Precisamos deste contacto para nos sentirmos vivos.
Precisamos deste contacto para conseguirmos ouvir o som da vida que existe em cada um de nós.
Oh mar como é belo perceber o que nos ensinas na tua simplicidade.
As tuas ondulações mostram-nos o quanto a vida é instável.
É preciso ser-se um verdadeiro artista para ganhar equilíbrio neste balanceamento das ondas da vida. Onde entre várias marés somos obrigados a adaptar-nos.
Tal como tu não avisas quando vais esvaziar, a vida também não nos pede autorização para mudar. Nem para arranjarmos espaço na nossa agenda. De um momento para o outro atua. Modifica. E põe ao jeito que quer.
Muitos dizem que é ao jeito de Deus, outros dizem que é somente ao jeito do acaso.
Por obra do acaso ou não, temos de pensar rápido. De fazer meia volta ou até volta e meia. Não interessam o número de voltas quando o essencial é permanecermos de pé.
Oh mar como és belo. Como és essencial para nos acalmares das aflições e ótimo para receber as nossas lágrimas, também elas carregadas de sal.
Serás tu fonte de todas as lágrimas?
Podes não ser fonte, mas és casa para muitos.
És casa de pensamentos.
És casa de acontecimentos.
És casa cheia de vida.
És a casa que guarda os segredos de muitos!
Tu, mar, és casa de salvação e de alimento de esperança. 

28 de janeiro de 2016

Eu sou pequeno e tu?

Eu gostava de ser criança a vida inteira.
Eu gostava de poder acordar sempre a cantar.
Eu gostava de poder correr sem parar.`
De rir sem parar.
De amar sem criticar.
Eu, apenas, gostava de olhar para o Mundo outra vez.
Onde tudo é mistério.
Onde tudo é novidade.
Onde tudo é motivo para a descoberta.
Eu gostava de ser pequeno e não perder tempo com burocracias e trocar isso por abraços.
Eu gostava de ser pequeno e trocar os exames por convívios com lanches e risadas.
Queria ser assim. Simples. Meigo. Genuíno.
Queria ser novamente espontâneo para dizer "Gosto muito de ti" a toda a gente.
Queria ter a capacidade de voltar a sonhar.
Onde nada é uma barreira.
Onde tudo se pode fintar.
Onde a meta é somente um passo, um beijo ou um andar de bicicleta.

Às vezes não nos apercebemos da beldade das lições que as crianças nos transmitem.
Às vezes estamos tão cegos que achamos que só nós é que temos algo para lhes ensinar.
Temos de abrir os olhos.
Temos de ouvir estas crianças mais vezes, onde na sua inocência mostram o que realmente vale a pena.
Onde na sua inocência dizem bem baixinho que o Mundo foi feito para eles e que é deles.

Por isso eles nos perguntam sempre: "Eu sou pequeno e tu?", porque sabem perfeitamente que o Mundo não é nosso.
O Mundo não é nosso, porque não usufruímos como eles.
O Mundo não é nosso, porque nem reparamos no que ele tem para nos oferecer.

O Mundo é vosso. E que um dia também volte a ser meu...