Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


8 de janeiro de 2016

Máquinas da Sociedade

O Mundo gira a uma velocidade tremenda.
Avança de uma forma tão rápida que nem nos apercebemos dos dias passarem.
Hoje em dia somos convidados a viver numa adrenalina incrível.
Acordamos stressados.
Tomamos o pequeno almoço a "correr" e nem nos despedimos dignamente daqueles que vivem connosco.
Vamos a correr para cumprir horários e obrigações.
E quando chegamos, ao nosso local de trabalho ou de estudo, somos novamente abalados por uma onda de multidão, também ela toda movimentada por esta correria, mas sem saber muito bem para onde vai.
Corremos, corremos e...corremos.
Corremos todo o dia!
Corremos para acabar aquele projeto.
Corremos para entregar a horas aquele papel.
Corremos como meras máquinas.
E quando somos convidados a parar, o que nos acontece? Não conseguimos.
Ficamos como meios zonzos. Ficamos com a sensação de que não sabíamos que existia tempo para parar.
A verdade, é que desde pequenos somos incutidos com a ideia de que "parar é morrer".
Mas, caros leitores, estamos a precisar de uma verdadeira paragem.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente somos feitos.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente necessitamos.
Estamos a precisar de viver de uma forma autêntica. Sem correrias. Sem pressas.
Precisamos de parar, para assim podermos observar, respirar e darmos valor ao maior dom que temos: a vida.
Com tantas correrias, nem nos apercebemos que somos todos iguais. Não conseguimos perceber que temos todos o mesmo objetivo: sermos felizes.
São por causa destas correrias todas e por todas as faltas de tempo, que nós alegamos não ter, que surgem as guerras, que surge a solidão, que surge o desespero, que surge a necessidade, que surge tudo aquilo que só nos apercebemos quando acontece nas nossas vidas.
Não deixemos que a vida passe a correr.
Tínhamos perceção dos dias, pois só assim conseguiremos ouvir a nossa "máquina" a bater.
Não queiramos ouvi-la quando ela já estiver para deixar de funcionar.
É hora de nos reunirmos.
É hora de vivermos juntos.
É hora de comermos e bebermos juntos.
É hora de rirmos juntos.
É tempo para parar.
É tempo para deixarmos de ser máquinas.
É tempo para vivermos, verdadeiramente!

17 de novembro de 2015

Por onde andas ser humano?

A Humanidade vai desiludindo cada vez mais.
Estou triste e tenho vergonha de dizer que sou humano.
Não consigo sequer conceber como é que somos tão evoluídos em tantas coisas, mas no que trata respeitar o próximo somos tão primários.

É muito difícil entender que toda e qualquer vida humana tem valor?
É difícil de perceber que o Mundo é grande o suficiente para que todos possamos viver nele?
Qual é a dificuldade de aceitar as diferenças dos outros?

E, caros leitores, não vale a pena dizer que foi a raça, a religião, a política e o dinheiro que separou a Humanidade. O que dividiu efetivamente a Humanidade foram os atos de egoísmo, de rancor, de ódio foi o próprio ser humano que se quis dividir, pois julgou que um dia uns poderiam ser superiores aos outros.

No nosso quotidiano não somos confrontados com este tipo de atos? Ora vejamos muito atentamente...
Quantas vezes não partilhamos uns simples apontamentos para que o outro não tire melhores notas que eu?
Quantas vezes não sou motivo de desunião nos grupos em que pertenço?
Quantas vezes escondo as minhas fraquezas apontando as do outro?
Quantas vezes eu sou orgulhoso e não perdoo?

Parecem simples coisas, mas é com isto tudo que se criam as mentalidades.
Comportamentos geram comportamentos e quando damos conta acabamos de criar uma cambada de tolos fundamentalistas, onde não conseguem entender a simplicidade. Acabamos por criar máquinas destruidoras que não possuem um coração, nem um cérebro, mas sim um pedregulho comandado por uma motherboard desprogramada para os bens essenciais.

Enquanto não entendermos que a dignidade humana está acima de tudo não haverá nenhum Deus que possa ser anunciado, pois tenho a certeza absoluta que nenhum, mas mesmo nenhum Deus pediu, pede ou irá pedir que se matem.

Que no futuro todos consigamos entender que é urgente saber respeitar as diferenças. Que saibamos o mais rápido possível que é preciso amarmo-nos para que a nossa existência neste pequeno espaço possa ter sentido!

Unam-se e entreguem-se à simplicidade, pois só assim poderemos salvar esta Humanidade que está perdida de valores.

5 de novembro de 2015

Sentes-te realizado?

Todos os dias estás em movimento e por consequência estás também em constante mudança.
Os dias vão passando e vais-te adaptando a muita coisa sem dares-te conta.
Os nossos gostos vão-se alterando, as nossas personalidades vão-se moldando e até mesmo as pessoas que estão connosco vão sendo "substituídas", não porque queiras, mas porque a vida não te oferece outra alternativa.

E com todo este desenrolar vais sendo obrigado a tomar decisões. Decisões essas, que te levarão à felicidade ou que pelo menos quando as idealizas parecem-te levar a um mundo denominado de satisfação pessoal.

Mas para onde estás a caminhar?
O que queres?
Estás realmente a fazer escolhas ou estás a fugir do que te vai aparecendo pelo caminho?

A vida vai-te passando e vais rodeando os teus planos.
Vais-te tentando mentalizar que era aquilo que tanto sonhavas.
Que afinal não foi assim tão mau e que até és feliz.

Mas quando paras para pensar...quando tu paras para pensar dás-te conta de tudo o que presenciaste, de todos os minutos decisivos que tiveste e aí questionas-te: "Sinto-me realizado?".

E quando és abalado por esta pergunta o teu "Mundo" cai e aí voltas à realidade, pois apercebes-te que apesar da tamanha felicidade que te cerca, tu não te sentes realizado. Há algo em ti que faz falta! Há algo em ti que é necessário para que aquela felicidade faça todo o sentido. E tu sabes o que fazer, não sabes? Sim é isso. Tens de voltar àquele labirinto que tu mesmo criaste, voltar a delinear tudo e criar um caminho certo, onde apenas existirão curvas de sucesso e deixarão de existir as curvas do desenrasque.

É verdade que dá trabalho, mas tu sabes que necessitas. Tu sabes que precisas disso para respirares melhor, para aliviares esse peso que não te deixa seguir livremente.

Por isso vai sem medo. Vai na fé, pois no final terás à tua espera um Castelo.
E no final de cada dia sentir-te-ás um Rei realizado, onde terás verdadeiramente um Mundo comandado por ti.