Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


11 de março de 2015

Não és o único

Hoje, enquanto realizava a minha viagem de comboio entre São Romão e Porto-São Bento, olhava à minha volta e contemplava as pessoas que faziam o mesmo percurso.

Como não tinha ninguém para falar, não tinha um livro para ler, nem me apetecia andar a divagar pelo Facebook decidi analisar cada pessoa e tentar adivinhar o que cada uma poderia estar a sentir e a pensar.

Foi então que comecei logo pela menina que se encontrava à minha frente.
Bem vestida, bonita e aparentemente muito descontraída. Encontrava-se a ouvir música e de vez em quando enviava mensagens com um pequeno sorriso na cara. Sabem qual é, não sabem? Aquele sorriso de envergonhada de quem recebe mensagem de alguém muito próximo. No meio destas atividades ela parava para olhar para paisagem de uma forma muito fixa, onde dava a sensação de estar preocupada com alguma coisa ou com alguém. Ou talvez estivesse somente a pensar na sua cara metade.

Passemos agora para a minha segunda análise. Desta vez um Homem perto dos seus 60/65 anos. Muito bem apresentado e bastante vaidoso. Dei com o senhor a pentear-se várias vezes, mas quando não se penteava ou não arranjava o colarinho da camisa ele esfregava a sua mão na cara e mexia muitas vezes a sua perna direita. Com estas informações dava para concluir que alguma coisa o perturbava ou então estava nervoso para algo que iria acontecer quando chegasse à estação de São Bento.

Depois de analisa-las olhei para o resto das pessoas e apercebi-me que todos os dias passamos por tantas pessoas e todas elas têm a sua vida, a sua história, as suas preocupações, as suas manias, os seus gostos, as suas vaidades, as suas angustias...
E muitas destas pessoas só passam por nós uma única vez em toda a nossa vida!

Como é incrível esta dádiva que todos recebemos e que é denominada de vida.
Como é incrível a vida que acontece em cada um de nós.

Por isso, valorizem cada pessoa que vem ao vosso encontro.
Por isso, respeitem cada pessoa que vos procura.
Por isso, acolham cada pessoa que vos pede ajuda.

Caros leitores, alegrem-se por esta vida que vos foi dada.
E com ela partilhem momentos, histórias, parvoíces.
Vivam e desfrutem ao máximo, pois só vivemos uma vez e não podemos recuar no tempo!

24 de fevereiro de 2015

O Mundo não é para todos!

O Mundo não é para todos.
O Mundo não aceita fracos.
O Mundo não tolera sentimentais.
O Mundo não respeita os sinceros.

Há medida que a sociedade evolui o ser humano vai-se tornando mais "frio".
O ser humano passou a ser uma máquina que é capaz de alcançar o que quer que seja sem ter medo de usar qualquer meio para conseguir esse fim.
O ser humano não se preocupa se magoa, se mata ou se sacrifica alguém.

Se o ser humano quer, atua.
Se o ser humano ambiciona, calca.

Onde ficou o Homem que pensava?
Onde ficou o Homem que tinha consciência?
Onde ficou o Homem que valorizava?
Onde ficou o Homem que se preocupava?

A verdade, caros amigos, é que hoje somos confrontados com demasiada miséria. Desde fome, pobreza, desemprego e até mesmo solidão, mas somos incapazes de atuar para mudar. Somos incapazes de utilizar as nossas capacidades e os nossos bens para praticar um pouco da nossa bondade.

É preciso fazer! É preciso criar-se ligações. É preciso realizar-se obras que solidifiquem o que de melhor existe no ser humano:  a humanidade!

Se não conseguirmos ser humanos não iremos conseguir ajudar aquele que mais precisa de nós.
Se não conseguirmos ser humanos não iremos conseguir fazer a diferença.

Caros leitores estejam atentos!
E se possível atuem, mas sem grandes alertas, sem grandes sensacionalismos. Somente ajudem com a vossa simplicidade onde possam acolher aqueles que são descriminados por todos. Onde possam acolher aqueles que são a escumalha da sociedade.
E ao realizarem isso poderão fazer com que o Mundo consiga aceitar os mais fracos.

Para terminar deixo-vos um desafio neste tempo quaresmal onde se alarga a todos aqueles que são ou não crentes:

ACOLHAM todos os que são diferenciados e rejeitados!

Sejam humanos.

11 de janeiro de 2015

Meras palavras...

Sinto uma enorme vontade de explodir, mas não o faço. Como sempre vou guardando dor atrás de dor, desilusão atrás de desilusão e perda atrás de perda...

Foi assim que me fui habituando. A tentar superar sozinho tudo aquilo que me deitava a baixo. Tudo aquilo que me despedaçava de uma forma incrível!

Teria, certamente, muitos gritos para dar.
Teria, certamente, muitas questões para fazer.
Teria, certamente, muitas coisas para dizer.

Mas para já prefiro guardar para mim, onde apenas solto um pouco do meu desespero através da escrita.

É a partir dela que encontro um pouco de alívio, uma certa paz para que eu possa enfrentar os dias que virão.
É a partir da escrita que tento encontrar um Mundo que me perceba, que me compreenda e que me console quando estou desolado, fatigado...

Afinal de contas, apesar da minha escrita não ser perfeita, é nela que ainda me sinto útil. É nela que me sinto diferente. É através dela que eu me posso libertar sem que seja criticado!

Sou ao fim e ao cabo um mero Homem que vive para as letras, para as palavras, para as frases.

Escrevo, claramente, para ajudar os outros, mas ao fim deste tempo todo apercebo-me que tenho escrito para me salvar a mim mesmo.
Tenho escrito para que possa continuar a superar tudo aquilo que fui perdendo ao longo da minha vida!
Tenho escrito para que dentro de mim ainda exista algo que me faça mover, que me faça sentir vivo!

Caros leitores, encontrem algo que vos ajude a superar todas as vossas mágoas, todas as vossas dúvidas, todas as vossas indecisões.
Encontrem um Mundo onde se sintam realmente bem, onde não hajam medos, nem receios.
Encontrem algo que vos faça sentir ativos!

Não deixem que fique tudo dentro de vós. Deixem que tudo aquilo que vos atormenta seja eliminado por momentos bons, por pessoas que vos amam e se preocupam convosco.

Vivam verdadeiramente todos os vossos dias sem terem medo de demonstrar aquilo que sentem e pensam.

Sejam autênticos.