Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


5 de julho de 2014

Ser Catequista...

Tudo começou há 4 anos... A convite de uma amiga minha passei de catequizando a catequista. Ao principio olhava para o desafio como algo um pouco esquisito e até nem muito cativante para mim, mas o que é certo é que a vida surpreendeu-me totalmente!

No primeiro ano como catequista fiquei com a turma do 6º ano e desde logo percebi que a catequese que tinha recebido era totalmente diferente com aquela que eu me identificava e que queria demonstrar àqueles jovens. E isto porquê?

A catequese que eu e muitos da minha idade receberam foi uma catequese muito à antiga, sem grandes visões para outros assuntos, sem demonstrar que a religião pode estar presente em vários temas da nossa vida. Foi então que percebi que era a altura de eu poder fazer a diferença juntamente com os meus colegas catequistas...

E comecei-o a fazer quando no segundo ano de catequista recebi, com grande surpresa e muito agrado, a notícia que iria comandar uma turma do primeiro ano! Não poderia ser melhor para mim, pois iria ter o contraste entre pequenas crianças, que começariam a descobrir um novo caminho, e ao mesmo continuar acompanhar os adolescentes, também eles numa fase bastante irregular e cheia de dúvidas.

Foi então aí que sofri uma mudança como catequista, porque eu sabia que na catequese era essencial perceber a história que a nossa religião tinha, que era importante saber todas aquelas adorações e orações que existem, mas acima de tudo eu queria-lhes mostrar que há muito para além disso!

Eu fiz por lhes mostrar que existe ligação entre nós todos, que na religião também existem imperfeições, que todos podem participar nos vários grupos, que na religião também existem dúvidas e que acima de tudo estava a dignidade humana!

E como poderia transmitir-lhes isso? Introduzi-lhes dúvidas, muitas delas faziam parte de mim. Aproximei-me da realidade deles e pus-me várias vezes na "pele" deles. Fi-los chorar e rir para entenderem que não se deve ter medo de demonstrar o que sentimos. Mostrei-lhes que apesar de todas as diferenças temos todos um elo de ligação que nos faz ser mais parecidos do que diferentes, mas acima de tudo preocupei-me com aquilo que lhes poderia faltar. Porque a catequese de hoje tem que estar atenta ao que lhes acontece na escola, no meio familiar e perceber se não lhes falta receber algo. E nesta falta refiro-me à falta de comida, de dinheiro, mas o mais importante de tudo: se lhes falta amor!

Se tenho feito um bom papel e se consegui fazer a diferença? Não vos sei dizer, caros leitores, mas sei que dei um pouco de mim a cada criança e a cada adolescente e fiz de tudo para que se sentissem bem e percebessem que eu e todos os catequistas para além de formadores de fé, somos alguém em quem eles podem confiar, em quem eles podem desabafar e contar para sempre!

Para finalizar só me resta agradecer a todos aqueles que, ano após ano continuam a fazer catequese e que façam-na cada vez mais de olhos abertos, pois a sociedade vive com graves problemas, porque se acreditamos que somos todos irmãos, então devemos demonstrar às crianças e adolescentes que não são apenas meras palavras bonitas.

Continuem a praticar o bem, continuem a fazer a diferença num mundo que todos os dias perde valores essenciais!

Obrigado por me terem dado a oportunidade de fazer catequese e obrigado a todas as crianças e adolescentes que me ouviram, que conversaram comigo, que partilharam a sua felicidade, tristeza e dúvidas, obrigado por me terem deixado entrar nas vossas vidas!

1 de julho de 2014

Partida forçada...

Muitas vezes nas nossas vidas temos que partir e deixar alguém ou algum lugar, mas como conseguimos lidar com isso?

Todos nós sabemos que não é fácil deixar para trás algo ou alguém que nos marcou e que durante tanto tempo fez parte de nós, mas o que é certo é que a vida obriga-nos a deixar mesmo que não queiramos! Obriga-nos a partir, novamente, para um caminho chamado futuro, onde não sabemos o que nos aparecerá, nem como será, mas partimos... Muitas vezes sem forças, desanimados, angustiados, tristes, mas mesmo assim seguimos, porque a vida não te dá outra escolha.

Um caminho, que depois de partirmos, é algo incerto e turbulento, porque inevitavelmente olhamos muitas e muitas vezes para trás, à espera que algo possa ser mudado e com a esperança de voltar para onde não queríamos ter saído!

Aquilo a chamamos de esperança poderá acontecer, mas... senão acontecer aí o caminho torna-se cada vez mais longo. Os dias poderão ser todos muito bonitos e cheios de luz, mas vemo-los cinzentos e enublados, mas eles acabarão por desaparecer, porque com ajuda do tempo e de um tipo de pessoas que estão em vias de extinção com nome de amigos, irão ajudar a que tudo fique mais claro, mais límpido, e o mais importante, que tudo volte a dar um sentido àquilo que percorremos, mesmo que no final dessa caminhada ainda não tenhamos uma resposta do porque é que saímos daquele trajeto!

Caros leitores, acreditando ou não que existe algo já predestinado, o que ninguém pode negar é que ao longo das nossas vidas vamos mudando constantemente de rumos, mas mesmo assim a vida insiste-nos a pedir para nos mantermos fortes e firmes, como se tivéssemos saído de um acontecimento extremamente benéfico para nós!

Estimados seguidores do blog, não vos quero influenciar, mas tudo acontece por uma razão, mesmo que no início não percebamos isso! Se muitas das vezes não entenderem o rumo que a vida vos quer dar agarrassem a tudo o que puderem para não ficarem a meio da "etapa". Sejam confiantes, simples, humildes, auto-motivadores e fortes, pois certamente que um dia tudo passará e irão encontrar uma estabilidade que vos trará felicidade e paz nas vossas almas!



2 de junho de 2014

Morte...

A morte é, sem margem para dúvidas, das coisas mais certas que temos na nossa vida, mas mesmo assim o que sabemos sobre ela?

Qual o significado que ela traz à vida?
Porque é sinal de tristeza?
Porque é que assusta e enfraquece todos sem qualquer exceção?
Que fenómeno é este que nos "abana" de uma forma incrível?

Caros leitores, não sei se vos acontece o mesmo, mas comigo a morte traz-me medo, insegurança, nostalgia, fraqueza, dúvidas... Sou capaz de passar noites em branco, por causa deste tema. Sou capaz de passar noites em branco ao pensar que chegará a hora que perderei aqueles que mais amo. Sou capaz de passar noites em branco ao pensar como irei reagir quanto tudo isto acontecer. E sabem o que acontece? O medo cada vez é maior!

De um ponto de vista mais teológico, todos sabemos que a morte nos levará ao paraíso ou ao local onde todos descansaremos em paz, mas pensemos de uma forma diferente...

O que nos mostra a morte na sua simplicidade? Qual é realmente o seu grande objetivo?

Meus senhores e minhas senhoras, não tenhamos dúvidas que a morte, independentemente das crenças de cada um, vem-nos mostrar o quão valiosa é a vida de todos nós. O quão valioso é a relação entre mim e os meus pais, entre mim e os meus familiares, entre mim e os meus amigos e entre mim e a sociedade...

A morte, apesar de todo o sofrimento e todos os outros sentimentos que nos causa, mostra-nos que a dignidade humana, o respeito, a simplicidade e o amor está acima de tudo. Que a vida dever ser aproveitada ao máximo e que no final...no final ficarão as memórias e as obras que fizemos. Não obras de areia e cimento, mas sim obras de afetividade, de amor, de carinho, de ligação de um com os outros.

Para terminar deixo apenas um conselho...
Não deixem que seja a morte que vos mostre tudo isto, nem o essencial da vida. Espero que todos percebam tudo isto no dia a dia e que partilhem com todos. Mostrem a esta sociedade "cega" que ainda é possível mudar o que foi perdido durante os anos.
Sejam pacientes, corajosos e determinadores, pois só assim um dia poderemos fazer a diferença!

Força!