Trata-se de um blog com pequenas reflexões e testemunhos pessoais.
É neste espaço que revelo um pouco do que penso e do que sou.
Vejam e deixem a vossa opinião (:


2 de junho de 2014

Morte...

A morte é, sem margem para dúvidas, das coisas mais certas que temos na nossa vida, mas mesmo assim o que sabemos sobre ela?

Qual o significado que ela traz à vida?
Porque é sinal de tristeza?
Porque é que assusta e enfraquece todos sem qualquer exceção?
Que fenómeno é este que nos "abana" de uma forma incrível?

Caros leitores, não sei se vos acontece o mesmo, mas comigo a morte traz-me medo, insegurança, nostalgia, fraqueza, dúvidas... Sou capaz de passar noites em branco, por causa deste tema. Sou capaz de passar noites em branco ao pensar que chegará a hora que perderei aqueles que mais amo. Sou capaz de passar noites em branco ao pensar como irei reagir quanto tudo isto acontecer. E sabem o que acontece? O medo cada vez é maior!

De um ponto de vista mais teológico, todos sabemos que a morte nos levará ao paraíso ou ao local onde todos descansaremos em paz, mas pensemos de uma forma diferente...

O que nos mostra a morte na sua simplicidade? Qual é realmente o seu grande objetivo?

Meus senhores e minhas senhoras, não tenhamos dúvidas que a morte, independentemente das crenças de cada um, vem-nos mostrar o quão valiosa é a vida de todos nós. O quão valioso é a relação entre mim e os meus pais, entre mim e os meus familiares, entre mim e os meus amigos e entre mim e a sociedade...

A morte, apesar de todo o sofrimento e todos os outros sentimentos que nos causa, mostra-nos que a dignidade humana, o respeito, a simplicidade e o amor está acima de tudo. Que a vida dever ser aproveitada ao máximo e que no final...no final ficarão as memórias e as obras que fizemos. Não obras de areia e cimento, mas sim obras de afetividade, de amor, de carinho, de ligação de um com os outros.

Para terminar deixo apenas um conselho...
Não deixem que seja a morte que vos mostre tudo isto, nem o essencial da vida. Espero que todos percebam tudo isto no dia a dia e que partilhem com todos. Mostrem a esta sociedade "cega" que ainda é possível mudar o que foi perdido durante os anos.
Sejam pacientes, corajosos e determinadores, pois só assim um dia poderemos fazer a diferença!

Força!

24 de maio de 2014

Uma Europa para Portugal ou um Portugal para a Europa?

Quero começar esta minha pequena reflexão voltando a frisar algo que já disse em outras crónicas.
Eu não tenho qualquer conhecimento, mas mesmo nenhum conhecimento sobre política. Os meus textos baseiam-se simplesmente naquilo que aprendo e que constato no meu dia-a-dia.

Depois de ter voltado a referir algo que para mim era inevitável, coloco-vos novamente o título desta crónica: "Uma Europa para Portugal ou um Portugal para a Europa?".

Bem amanhã decidiremos, nós, europeus e portugueses, o futuro de um País e de uma Europa com uma grande crise em todos os aspectos. Quando nasci já este meu nobre Portugal fazia parte da UE, mas de tudo o que estudei e ouvi parece que esta entrada numa "união" tão grande de países não teve o efeito pretendido ou pelo menos desejado...

Ora vejamos, a maioria das pessoas da minha faixa etária, ou até duma faixa etária superior nasceram com a ideia de que haveria sempre fundos para tudo e mais alguma coisa. Bastava alguma pessoa inventar um evento ou uma empresa que logo se ouviriam falar dos tão desejosos e amáveis euros vindos da Europa. Mas o que é que isso fez? Passaram a ideia, para um povo que sempre viveu na pobreza, de que qualquer um poderia ter dinheiro, apenas tinha que estalar os dedos e tudo se resolveria. Criou-se o hábito de fazer créditos, atrás de créditos. E o que originou? Passamos a ter um Portugal ainda mais endividado e desesperado!!

Se analisarmos muito bem para o que realmente esta Europa nos oferece, iremos dar conta de que aqueles que são os "mais pequenos" continuarão igualmente inferiores e menosprezados, mas com agravante de terem que entrar para uma "união" onde a moeda é extremamente competitiva e o trabalho é dirigido para aqueles que são considerados de grandes potências.

Caros leitores, não quero dizer com isto que não hajam benefícios nesta UE, mas serão suficientes para combater todos os problemas que ela nos causou?

Por fim deixo um recado a todos aqueles que se candidatam a estes lugares do Parlamento Europeu. Tragam para nós, portugueses e europeus, uma verdadeira união, onde todos possamos perceber que é necessário mudanças, que é necessário intervir naquilo que foi iludido a muitos povos. E que dêem soluções aqueles que se encontram numa pior fase,porque a verdadeira união é mostrada quando as dificuldades aparecem.

Que o dia de amanhã seja significado de uma nova Europa. Uma Europa mais risonha, para todos nós e para as gerações futuras!

E que acima de tudo sejamos também um País que dê exemplos de caminhos pela qual a Europa deve seguir!

25 de abril de 2014

E o poder passou para quem?

Passados 40 anos, o que realmente mudou?

Bem muitos falarão que de uma ditadura, de um regime político severo se passou para uma liberdade imensa. Mas o que veio trazer essa tão desejosa liberdade?

Não tendo vivido aqueles dias, onde acredito plenamente que não seriam dias de grande tranquilidade, eu me pergunto... o que mudou de 1974 para 2014?

Passamos  de uma grande taxa de analfabetismo para uma grande taxa de jovens com licenciaturas e doutoramentos, algo positivo ou talvez não... Não tenho nenhum número preciso, mas deveremos ter os mesmos ou ainda mais portugueses no estrangeiro, por isso tudo se mantém nesse âmbito.

Pobreza? Parece que a isso não fugimos. Naquele tempo, diz meu pai muitas vezes, uma sardinha teria que dar para 4 pessoas. Pessoas viviam numa pobreza imensa... Mas pergunto-vos, caros leitores, não estaremos a caminhar para o mesmo? Não estaremos a voltar para um tempo onde há muitos que têm tudo e outros que não têm nada? Mais um aspecto que parece não ser muito positivo e que nada mudou de há 40 anos para cá!

Mas então o que mudou? Mudou a liberdade de expressão, onde hoje eu tenha toda a liberdade para falar destes e outros temas, mas passou-se para uma liberdade extrema. Uma liberdade que passou o poder para os media. São eles que comandam tudo e mais alguma coisa. Eles têm o poder de constatar, argumentar e acusar tudo e mais alguma coisa. Eles têm o poder de mentalizar e formar os pensamentos de todos.

E agora pergunto-vos, onde está então a liberdade tão desejada?

Tenham cuidado com o que vêem e ouvem, pois de um momento para o outro poderão ser engolidos pelo maior dos poderes, o poder da comunicação social.

Usem a liberdade de uma forma respeitadora, digna e honesta. Usem a liberdade não para comandar, mas sim para mudar aquilo que tanta falta faz. Usem a liberdade para atuarem rápido nas necessidades de uma sociedade sem valores, sem esperança, sem rumo...

Procurem um novo caminho, um novo futuro, para que se possa ser digno de uma "liberdade libertadora" e não condicionada por alguns meios ou pessoas.

Façamos por ser o futuro certo para esta Sociedade, para este Portugal, para este Mundo!